O Segredo Para Evitar a Falta de Dinheiro

Se fizermos uma lista dos problemas mais graves que a maioria da população brasileira enfrenta, com toda a certeza, a falta de dinheiro estaria entre eles, do contrário, você não estaria lendo este artigo. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), segundo a Agência Brasil, divulgou em 11/07/2023 dados apontando que 78,5% das famílias brasileiras estão endividadas. Independentemente de fatores econômicos, governamentais e até climáticos, ou qualquer fator externo, você tem o poder para mudar a sua situação financeira. Mas como sair das dívidas? Como evitar a falta de dinheiro? Continue lendo e você vai descobrir!


Em termos de riqueza financeira, há duas formas de evitar a falta de dinheiro: a primeira é cortando dívidas, fazendo gestão do seu dinheiro e reduzindo custos desnecessários. A segunda é aumentar a sua renda. Focaremos na primeira opção, pois ela é a base para perpetuar sua riqueza. Afinal, de nada adianta ter um salário de um milhão de reais e gastar um milhão e duzentos mil por mês. Confira as três chaves para resolver a falta de dinheiro.

1 – Limpe o terreno: Elimine as dívidas e as evite 


Primeiro, pegue papel e caneta e calcule todos os seus custos fixos, ou seja, todas as despesas que você tem que pagar obrigatoriamente, e some tudo. Separe as dívidas e direcione o que sobrar para eliminá-las, preferencialmente focando nas dívidas com taxas de juros mais altas e dedique-se a eliminá-las em ordem decrescente, das mais altas para as mais baixas. Evite gastos desnecessários e, se possível, reserve uma quantia de 10% para emergências.


Siga isso até eliminar as dívidas. Pode ser difícil no começo, mas isso trará um crescimento além do financeiro, proporcionando paz e um sentimento de controle enquanto forja uma disciplina mais resiliente. Caso não tenha mais dívidas a pagar, siga para a próxima chave.

2 – Plante antes de colher os frutos: Monte uma gestão financeira

Um erro comum entre os brasileiros é aumentar sua qualidade de vida em proporção à sua renda. Sem disciplina, seus desejos voláteis os levam a comprar bens que não podem pagar, levando novamente às dívidas e tendo que refazer a primeira chave. Ledo engano, meu caro, o mundo perfeito seria que você vivesse com apenas 10% de sua renda, como diria Thiago Finch.


Novamente, com papel e caneta, anote seus custos fixos e faça uma tabela com as porcentagens de todos os seus gastos, por exemplo:

  • Custos Fixos (água, luz, comida, aluguel, etc.): 50%
  • Estudos (cursos, livros, e palestras): 15%
  • Investimentos (bolsa de valores e negócios variados): 15%
  • Doações (dízimos e instituições): 10%
  • Gastos livres (gaste totalmente essa quantia de dinheiro): 10%

Esse é apenas um exemplo; sinta-se à vontade para mudar de acordo com as suas necessidades financeiras. No entanto, recomendo que mantenha os estudos, investimentos, doações e gastos livres na sua tabela. A função deles é fazer com que você usufrua de todos os prazeres que o dinheiro possa proporcionar.


Observação: Caso não saiba investir, apenas aplique na poupança temporariamente até desenvolver essa habilidade.

3 – Apare a árvore sempre que necessário: Corte os gastos

Com as dívidas eliminadas e com uma gestão financeira, faça uma análise periódica de seus gastos. A maioria das pessoas tem gastos desnecessários, que simplesmente não trazem benefício algum, pelo contrário, trazem problemas! Veja, por exemplo, o refrigerante. Um refrigerante, dependendo da região, custa em média R$6,00 a R$9,00 reais. O seu consumo representa um custo totalmente desnecessário e ainda prejudica a sua saúde. Em comparação com a água, que é saudável, a água deve ficar por volta dos R$2,00 a R$4,00 reais (dependendo da região).


Se uma família consome um refrigerante a cada três dias, em um mês ela vai consumir 10 refrigerantes. Se um refrigerante custa em média R$7,00 reais, no mês ela gastará R$70 reais, em um ano, esse gasto se eleva a R$840,00 reais. E estamos falando de apenas um item. Quero que reflita e use essa lógica como base para identificar os gastos superficiais na sua vida e, se estiver disposto, corte fora!

Com essas chaves e atitudes organizadas, você não vai se preocupar com a falta de dinheiro.

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